Nos últimos anos, o problema global da obesidade tem se agravado cada vez mais. De acordo com o “Atlas Global da Obesidade 2025”, divulgado pela Federação Mundial da Obesidade, o número total de adultos obesos no mundo deverá aumentar de 524 milhões em 2010 para 1,13 bilhão em 2030, um aumento de mais de 115%. Nesse contexto, um número crescente de consumidores busca ingredientes naturais que possam ajudar a prevenir a obesidade. Em junho deste ano, um estudo publicado no periódico “npj science of food” apontou que a curcumina aliviou o acúmulo de gordura visceral em ratos MASH, inibindo a liberação de polipeptídeos inibidores gástricos (GIP) causada por lesão intestinal hipóxica. Essa descoberta não só oferece novas ideias para o combate à obesidade, como também amplia o mercado de aplicação da curcumina.
Como a curcumina inibe o acúmulo de gordura visceral? O acúmulo de gordura visceral refere-se ao acúmulo anormal ou excessivo de gordura. Dietas ricas em carboidratos e gorduras, juntamente com a falta de exercícios, podem levar ao desequilíbrio energético, causando, assim, excesso de gordura visceral. O trato gastrointestinal é uma área fundamental para a absorção de gordura. O acúmulo de gordura visceral é uma característica importante da esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). De acordo com pesquisas, tanto a curcumina quanto os antibióticos podem reduzir o peso corporal de ratos com MASH, e a curcumina e os antibióticos apresentam um efeito sinérgico.
Estudos sobre o mecanismo de ação demonstraram que a curcumina reduz principalmente o peso da gordura visceral, especialmente nos tecidos perirrenais. A curcumina inibe o ganho de peso ao suprimir a liberação de GIP e reduzir o índice de tecido adiposo ao redor dos rins. A redução da liberação intestinal de GIP induzida pela curcumina inibe a ativação dos receptores de GIP, aliviando assim a adipogênese e a inflamação no tecido adiposo perirrenal. Além disso, a curcumina pode aliviar a hipóxia do intestino delgado ao proteger o epitélio intestinal e a barreira vascular, reduzindo, consequentemente, a liberação de GIP. Em conclusão, o efeito farmacológico da curcumina sobre a gordura visceral consiste principalmente em atenuar a liberação de GIP por meio da inibição da hipóxia mediada pela ruptura da barreira intestinal.
A curcumina, a "especialista em anti-inflamatórios", provém principalmente das raízes e rizomas da cúrcuma (Curcuma longa L.). É um composto polifenólico de baixo peso molecular, geralmente utilizado como tempero em diversos alimentos. Em 1815, Vegel et al. relataram pela primeira vez o isolamento de uma "substância amarelo-alaranjada" do rizoma da cúrcuma, denominando-a curcumina. Somente em 1910, Kazimierz e outros cientistas determinaram sua estrutura química como sendo acilmetano diferúlico. As evidências existentes indicam que a curcumina possui um significativo efeito anti-inflamatório. Ela pode exercer esse efeito inibindo a via do receptor Toll-like 4 (TLR4) e sua via de sinalização subsequente do fator nuclear kB (NF-kB), além de reduzir a produção de fatores pró-inflamatórios como a interleucina-1β (IL-1β) e o fator de necrose tumoral-α (TNF-α). Entretanto, suas propriedades anti-inflamatórias são consideradas a base de diversas atividades biológicas, e um grande número de estudos pré-clínicos e clínicos tem explorado sua eficácia em doenças inflamatórias. Entre elas, doença inflamatória intestinal, artrite, psoríase, depressão, aterosclerose e COVID-19 são as áreas de pesquisa mais promissoras atualmente.
Com o desenvolvimento do mercado moderno, a curcumina tornou-se difícil de atingir uma dose eficaz apenas através da alimentação, sendo necessária a ingestão na forma de suplementos. Por isso, seu uso cresceu significativamente nos setores de alimentos funcionais e suplementos alimentares.
A Justgood Health também desenvolveu uma variedade de suplementos de curcumina em forma de gomas e cápsulas. Muitos distribuidores passaram a personalizar a dosagem ou o formato de suas próprias marcas.
Mais pesquisas sobre os benefícios da curcumina revelaram que ela não só ajuda a combater a obesidade, como também possui múltiplos efeitos, como ação antioxidante, neuroproteção, alívio da dor óssea e suporte à saúde cardiovascular. Antioxidante: Estudos demonstraram que a curcumina pode eliminar diretamente os radicais livres e melhorar a função mitocondrial, ativando vias como a da proteína reguladora de silenciamento 3 (SIRT3), reduzindo assim a produção excessiva de espécies reativas de oxigênio (ROS) e aliviando eficazmente os danos oxidativos celulares. Neuroproteção: Evidências científicas indicam que a inflamação está intimamente relacionada à depressão. A curcumina pode melhorar os sintomas depressivos e ansiosos em pacientes com depressão. Ela pode ajudar a resistir aos danos neuronais induzidos pela interleucina-1β (IL-1β) e outros fatores, além de aliviar comportamentos semelhantes à depressão causados pelo estresse crônico. Portanto, pode desempenhar um papel positivo no suporte à saúde cerebral e à regulação emocional. Alívio da dor musculoesquelética: Estudos demonstraram que a curcumina pode melhorar os sintomas clínicos em modelos animais de artrite e proteger os tecidos articulares e musculares, reduzindo a inflamação. A curcumina alivia a dor musculoesquelética porque inibe significativamente a liberação de fatores pró-inflamatórios, como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-1 beta (IL-1β), reduzindo as respostas inflamatórias locais e, consequentemente, aliviando os sintomas de inchaço e dor nas articulações. Apoio à saúde cardiovascular: No sistema cardiovascular, a curcumina atua regulando os lipídios sanguíneos, reduzindo os níveis séricos de colesterol total, triglicerídeos e colesterol LDL, enquanto aumenta os níveis de colesterol HDL. Além disso, a curcumina também inibe a proliferação de células musculares lisas vasculares e as respostas inflamatórias, auxiliando na prevenção e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como a aterosclerose.
Data da publicação: 08/01/2026


